A inércia da Equatorial castiga mais uma vez moradores de condomínio em Maceió

palmeira
A inércia da Equatorial castiga mais uma vez moradores de condomínio em Maceió
Essa equipe chegou nesta segunda-feira, às 9h depois de 17 horas sem energia na região


Enquanto a Equatorial Alagoas ostenta números e campanhas publicitárias, os moradores do Condomínio Bosque das Bromélias, na Serraria, experimentam a face obscura da prestação de serviço da empresa. Há uma década, o cenário se repete: basta o céu fechar para o fantasma do blecaute assombrar dezenas de famílias.

O epicentro do problema é um monumento à falta de planejamento. A rede elétrica que atende a parte traseira do condomínio atravessa um matagal em uma baixada de difícil acesso. O resultado é óbvio: galhos em contato constante com a fiação, curto-circuitos imediatos em períodos de chuva e uma demora angustiante para reparos, sob a justificativa da "complexidade do terreno".

Neste domingo, 29, o descaso ganhou novos capítulos. A interrupção começou por volta das 15h; às 16h, o condomínio mergulhou na escuridão, permanecendo assim por mais de 19 horas consecutivas. O que mais revolta a comunidade não é apenas a falta de energia, mas a patética dança das viaturas:

Domingo: Três carros da Equatorial apareceram no local. Os técnicos olharam a dificuldade, recuaram e foram embora sem resolver o problema. Nesta Segunda-feira: uma equipe surgiu às 9h, e às 11h, chegaram  mais duas— horário do fechamento desta matéria, pois o serviço continuava pendente.

Pressionada juridicamente, a Equatorial finalmente iniciou a mudança da rota da fiação para dentro do condomínio — uma solução definitiva que deveria ter sido feita anos atrás. No entanto, o serviço caminha em ritmo de cágado.

Com 90% da obra concluída, a empresa parece ter perdido o fôlego ou a vontade política de finalizar o trecho restante. Enquanto a "campeã de reclamações em Alagoas" procrastina, os moradores olham para o calendário com temor. O rigoroso inverno se aproxima e, se a força de vontade da Equatorial não mudar, o Bosque das Bromélias continuará pagando caro por um serviço que, na prática, não recebe.

É hora de a Equatorial deixar de ser um problema e passar a ser a solução que os consumidores pagam para ter, assim como esse jornalista que sofre na pele também por residir nesse citado condomínio. 

O espaço fica livre para a "defesa" da Equatorial