"ADEQUAR O ORÇAMENTO" - Servidores federais em trabalho remoto terão benefÃcios suspensos
Horas-extras, adicionais e auxÃlio-transporte deixarão de ser pagos
[caption id="attachment_5412" align="aligncenter" width="868"]
Foto: Sérgio Lima/Poder360[/caption]
Os servidores públicos federais que estão no regime de trabalho remoto por causa da pandemia de coronavÃrus deixarão de receber uma série de adicionais, auxÃlios e gratificações durante o perÃodo. A Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia publicou nessa quinta-feira (26), no Diário Oficial da União, as instruções normativas 27 e 28 que suspendem benefÃcios para o servidor que trabalha de casa.
Entre os benefÃcios suspensos, estão horas extras, auxÃlio-transporte, adicionais de insalubridade e de periculosidade e gratificação para quem trabalha com raios x ou substâncias radioativas. No caso do adicional do trabalho noturno, o servidor precisará comprovar a prestação do serviço remoto entre 22h e 5h para receber o benefÃcio. As medidas valerão enquanto durar o estado de emergência de saúde pública.
Segundo a Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal, a medida teve o objetivo de adequar o Orçamento à nova rotina de trabalho do serviço público federal decorrente do novo coronavÃrus. Para o Ministério da Economia, não faz sentido pagar benefÃcios relacionados à atividade presencial para quem trabalha de casa.
A suspensão afetará os servidores da administração pública federal autorizados a adotar o trabalho remoto. Englobam essa categoria os servidores com mais de 60 anos, com sintomas de gripe, com doenças preexistentes crônicas ou graves e as servidoras grávidas e lactantes. Servidores com contrato temporário e estagiários também deixarão de receber os benefÃcios relacionados ao trabalho presencial.
Quem trabalha nas áreas de segurança, saúde e em setores considerados essenciais pelo governo não serão abrangidos pelas medidas porque esses servidores continuam trabalhando de forma tradicional. O Ministério da Economia não informou quanto economizará com a suspensão dos benefÃcios.
Agência Brasil