AMEAÇA À SAÚDE - Manifestantes ignoram coronavírus e realizam ato pró-Bolsonaro

AMEAÇA À SAÚDE - Manifestantes ignoram coronavírus e realizam ato pró-Bolsonaro

Apesar das recomendações do órgãos da Saúde para que aglomerações fossem evitadas, milhares de brasileiros foram às ruas, inclusive em Maceió

[caption id="attachment_3439" align="aligncenter" width="667"] Imagem da Internet[/caption]

Neste domingo (15), em várias cidades do país, inclusive Maceió, milhares de pessoas foram às ruas em favor do presidente Jair Bolsonaro e com críticas ao STF e ao Congresso Nacional. Na capital alagoana, os organizadores estimaram uma participação de cerca de cinco mil pessoas na orla marítima. As manifestações desrespeitam a orientação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde (OMS) para que as pessoas evitem aglomerações em razão da pandemia de coronavírus,

Em Maceió, o ato teve concentração no Corredor Vera Arruda, na orla de Jatiúca, e seguiu, ao som principalmente do Hino Nacional, em caminhada até às imediações do Alagoinhas, na Ponta Verde. Com bandeiras do Brasil e vestindo roupas nas cores verde e amarelo, diversas pessoas usaram também máscaras de proteção – algumas customizadas com as cores da bandeira brasileira – e carregavam, além dos cartazes, frascos de álcool gel.

Boa parte do público presente na manifestação aparenta ter idades entre 45 e 70 anos. Esse é justamente o nicho que mais corre riscos de desenvolver um quadro grave de contaminação pelo coronavírus.

Em Alagoas, até o momento existe um caso confirmado de coronavírus (Covid-19) e, até a última sexta-feira, haviam dez casos em investigação. Em nota emitida neste sábado (14), a Secretaria de Estado da Saúde informou que os casos suspeitos caíram para seis.

Alguns eventos na capital alagoana já começam a ser adiados e até cancelados. A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que sejam evitadas aglomerações com o objetivo de minimizar as possibilidades de contágio em massa.

Atos pelo Brasil

Também houve manifestações em outras capitais, como Rio de Janeiro, Brasília, Salvador e Belo Horizonte. Na semana passada, Bolsonaro chegou a pedir que os protestos fossem adiados por causa da crise do coronavírus, mas seus apoiadores insistiram em promover os atos e iniciaram um movimento nas redes sociais: #DesculpeJairMasEuVou.

Apesar dessa solicitação, o próprio presidente participou das manifestações que ocorreram em Brasília. Ele deixou o Palácio da Alvorada por volta do meio-dia e seguiu para a Esplanada dos Ministérios, de carro. Bolsonaro não desceu do automóvel presidencial e passou a ser seguido por veículos com simpatizantes. O comboio seguiu numa espécie de carreata improvisada rumo ao Estádio Nacional.

Além disso, o presidente passou a incentivar as manifestações em suas redes sociais. Ele postou imagens de atos a favor do governo em Belém, Rio, Brasília, Volta Redonda, Parnaíba (PI) e Ribeirão Preto.

Juntamente com protestos, no Rio e em Brasília foram montados postos de coleta de assinaturas para a criação do Aliança pelo Brasil, sigla que Bolsonaro tenta viabilizar após a saída do PSL. A coleta vem enfrentando problemas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que já informou ter detectado assinaturas de pessoas mortas.