Avanço do saneamento na Região Metropolitana de Maceió pode gerar R$ 35 bilhões em benefícios sociais até 2040
A universalização do saneamento básico nos 13 municípios da Região Metropolitana de Maceió deixará um legado histórico de transformação social e econômica nas próximas décadas. Segundo o estudo “Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento na Região Metropolitana de Maceió”, divulgado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a EX ANTE Consultoria, os ganhos acumulados na região a partir de 2040 devem alcançar R$ 34,99 bilhões em bem-estar social.
O estudo analisa o avanço
histórico do setor entre 2000 e 2025 e projeta os impactos até 2040, prazo
limite estabelecido pelo Marco Legal do Saneamento Básico para a
universalização dos serviços de água e esgoto.
Impactos econômicos de 2025 a 2040
No ciclo que se estende
até o prazo final da universalização (2025–2040), os benefícios totais
projetados somam R$ 25,72 bilhões contra custos sociais de R$ 9,72 bilhões,
resultando em um saldo positivo
direto de R$ 16,00 bilhões.
Retorno socioeconômico por setor (2025–2040):
·
Produtividade do trabalho: R$ 8,05 bilhões gerados pelo aumento da renda do
trabalho (ganho médio anual de R$ 503,50 milhões).
·
Renda de investimentos: R$ 4,04 bilhões gerados diretamente e indiretamente
pelas obras e infraestrutura.
·
Turismo regional: R$ 1,33 bilhão alavancados pela despoluição de rios e
praias (média anual de R$ 83,50 milhões).
·
Valorização imobiliária: R$ 1,10 bilhão em valorização de imóveis próprios e
de aluguel.
·
Economia em saúde: R$ 83,15 milhões salvos com a redução de internações
no SUS e a diminuição de faltas no trabalho por infecções gastrointestinais e
respiratórias.
Retorno acima da média nacional
A partir de 2040, mantida
a universalização, o efeito de perpetuidade somará R$ 18,99 bilhões aos cofres
e ao bem-estar da região. O balanço do estudo destaca que cada R$ 1,00 investido em saneamento
na Grande Maceió retornará R$ 7,00 em benefícios sociais, superando com
folga a média projetada para o Brasil, de R$ 4,10 para cada R$ 1,00 investido.
A capital, Maceió,
responderá por 73,1% dos ganhos líquidos da região (R$ 11,7 bilhões). No
entanto, municípios como Barra de São Miguel e Paripueira liderarão o ranking
nos ganhos líquidos por habitante (per capita).
Retrospectiva e panorama atual
Dados do Censo
Demográfico mostram que, entre 2000 e 2022, 256 mil pessoas ganharam acesso à
água tratada e 361 mil passaram a ter coleta de esgoto na região.
Em 2024, a Região
Metropolitana registrou 1,1 milhão de pessoas com água encanada e cerca de
402,6 mil atendidas por coleta de esgoto. Um dos destaques é o índice de
tratamento: 81,8% da água
consumida na região é tratada antes de retornar ao meio ambiente, taxa bem
superior à média nacional de 45,9% — marca impulsionada pelo desempenho da
capital, que trata 100% do esgoto coletado.
"Cada real
investido em saneamento pode gerar R$ 7,00 em ganhos sociais para a região.
Mais do que números, esse avanço significa mais saúde, mais dignidade e mais
qualidade de vida. Investir na universalização é investir no desenvolvimento
socioeconômico de cada cidadão, hoje e para as próximas gerações", destaca
Luana Pretto, presidente-executiva do Instituto Trata Brasil.
A
Região Metropolitana de Maceió é composta por 13 municípios: Atalaia, Barra de
Santo Antônio, Barra de São Miguel, Coqueiro Seco, Maceió, Marechal Deodoro,
Messias, Murici, Paripueira, Pilar, Rio Largo, Santa Luzia do Norte e Satuba.
