Deputada Fátima Canuto anuncia "Sisteminha Embrapa" visando garantir renda e comida na mesa do povo em AL
Uma revolução sustentável pode estar a caminho dos quintais alagoanos. A deputada estadual Fátima Canuto (MDB) apresentou na Assembleia Legislativa um projeto de lei que autoriza a criação do Programa Estadual Sisteminha Alagoano.
Inspirado em uma
tecnologia social premiada da Embrapa, o programa foca no que há de mais
urgente: segurança alimentar e autonomia financeira para famílias em situação
de vulnerabilidade.
O que é o
"Sisteminha"?
Muito mais que uma horta,
o Sisteminha é um ecossistema de produção integrada. Ele funciona de forma
cíclica, onde o resíduo de uma atividade serve de insumo para outra. Em uma
área pequena, é possível produzir uma dieta completa e equilibrada.
Os pilares da produção:
- Piscicultura e Avicultura: Criação de
peixes e galinhas caipiras para proteína animal.
- Horticultura Agroecológica: Cultivo
de legumes e verduras sem agrotóxicos.
- Economia Circular: Uso de compostagem
e minhocultura para fertilizar a terra.
- Gestão Hídrica: Sistemas inteligentes
de aproveitamento de águas da chuva.
Por que Alagoas precisa
disso?
De acordo com a
justificativa do projeto, a proposta ataca três frentes principais:
- Segurança Alimentar: Garante que a
família tenha acesso direto a alimentos frescos e variados.
- Geração de Renda: O excedente da
produção (como ovos, peixes e hortaliças) pode ser comercializado em
feiras locais.
- Sustentabilidade: O modelo exige
baixa manutenção e utiliza recursos naturais de forma inteligente,
adaptando-se perfeitamente ao clima e à realidade do pequeno produtor
alagoano.
"O Sisteminha é uma
ferramenta de transformação social. Ele devolve a dignidade ao cidadão,
permitindo que ele produza o próprio alimento com tecnologia simples e
eficiente", destaca a deputada Fátima Canuto.
Próximos Passos
O projeto agora segue
para análise das comissões da Assembleia Legislativa. Se aprovado e sancionado,
o Executivo poderá firmar parcerias para capacitar as famílias e fornecer os
módulos iniciais de produção, transformando quintais produtivos em verdadeiras
unidades de combate à pobreza.