Disputa de terras indígenas: Procurador-Geral sugere diálogo; presidente do Solidariedade/AL elogia iniciativa
O parecer do Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, emitido na última terça-feira, 28, trouxe um novo e significativo horizonte para os processos judiciais que envolvem o Marco Temporal em Brasília. A iniciativa, que sugere a abertura de espaços de diálogo e negociação – as chamadas mesas de conciliação – em disputas de terras entre indígenas e não indígenas, foi prontamente destacada e elogiada pelo advogado e presidente do Solidariedade em Alagoas, Adeilson Bezerra.
🤝 Diálogo como caminho
para a paz social
De acordo com Adeilson
Bezerra, o documento assinado pelo chefe do Ministério Público Federal aponta
para uma estratégia de resolução de conflitos focada na paz social. O
foco principal são os casos de maior repercussão e impacto social, onde a
conciliação pode ser a chave para soluções menos litigiosas.
“A proposta apresentada
pelo Procurador-Geral busca promover a paz social com a participação de
todas as partes envolvidas”, afirmou Adeilson Bezerra. “Trata-se de um passo
importante para evitar conflitos desnecessários e criar um ambiente propício à
construção de soluções equilibradas e duradouras.”
O dirigente do
Solidariedade defende enfaticamente a instituição de canais permanentes de
diálogo e conciliação, argumentando que as soluções construídas em conjunto
são inerentemente mais produtivas e sustentáveis para todos.
“Precisamos fortalecer os
mecanismos de conversa e entendimento. Quando há disposição para o diálogo, todos
ganham — o Estado, os produtores, as comunidades e a sociedade como um
todo”, concluiu.
🗓️ Foco na próxima etapa:
Levantamento de benfeitorias
Em um ponto de atenção
para os próximos dias, Bezerra também ressaltou o encerramento dos trabalhos de
levantamento de benfeitorias realizados pela Fundação Nacional dos Povos
Indígenas (Funai), que se finalizam neste sábado, dia 1º de novembro.
A sugestão do PGR, que
prioriza o diálogo e a negociação, sinaliza um possível amadurecimento na busca
por saídas jurídicas e sociais para uma das questões mais complexas e
polarizadoras do país, ecoando o apelo de Adeilson Bezerra por mais
entendimento e menos confronto.