Engenharia de trânsito ou labirinto urbano? O caos planejado pelo DMTT na Via Expressa, no acesso ao conjunto José Tenório
Quem trafega pela Avenida
Menino Marcelo (Via Expressa) no sentido Tabuleiro-Serraria já sabe: o
trecho nas imediações do "Bar do Suruagy" tornou-se o epicentro de
uma crise de mobilidade que parece ignorar a lógica das ruas. O que deveria ser
um trajeto de escoamento rápido transformou-se em um ritual diário de
frustração, fruto de decisões de engenharia de tráfego que, na prática, apenas
"empurraram" o problema para dentro dos bairros.
Atualmente, o Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT) impõe
uma rota que desafia a paciência do condutor. Para acessar o Conjunto José Tenório ou seguir
em direção ao Litoral Norte, o motorista é forçado a um desvio pela entrada da
Gruta de Lourdes.
O resultado? Um efeito dominó desastroso:
Sobrecarga
Residencial: Ruas do Conjunto Rui Palmeira, projetadas para tráfego local,
hoje recebem um fluxo pesado de veículos que buscam desesperadamente retornar à
avenida Menino Marcelo.
O Gargalo dos 30 Segundos: No ponto de retorno, o tempo semafórico é irrisório. Com apenas 30 segundos de sinal verde, apenas cerca de 8 veículos conseguem passar por ciclo, gerando filas quilométricas e estresse generalizado.
O detalhe na foto aponta a via ideal para contornar a Menino Marcelo, a fim de pegar os fundos do Bar do Suruagy
"A Prefeitura tirou o fluxo de uma avenida
larga e jogou para ruas estreitas. Não ordenaram o trânsito, apenas mudaram o
congestionamento de endereço", desabafa um motorista que utiliza a via
diariamente.
Diferente do que se possa imaginar, a crítica não vem desacompanhada de uma
solução técnica viável. Especialistas e usuários defendem a implementação de um
sistema de mão única subindo por
trás do Bar do Suruagy.
Não se trata de uma simples reclamação de motoristas
apressados, mas de uma unanimidade
absoluta entre quem vive o asfalto. A configuração atual falhou. Ao
"travar" o acesso direto, o DMTT criou um ambiente propício para
colisões e um prejuízo incalculável na qualidade de vida de quem gasta horas
parado em um trecho de poucos quilômetros.
A implementação da mão única na via auxiliar é uma
medida de baixo custo e alto
impacto. Resta saber se a Prefeitura de Maceió e o DMTT terão a
sensibilidade de reconhecer o erro e priorizar uma ótica humanizada de
mobilidade, ou se continuarão assistindo passivamente ao estrangulamento de uma
das principais artérias da capital.
