Médicos das UPAs do Jacintinho e Tabuleiro em Maceió anunciam paralização por salários atrasados

Médicos das UPAs do Jacintinho e Tabuleiro em Maceió anunciam paralização por salários atrasados
Foto Carla Cleto

A saúde pública de Maceió caminha para um colapso iminente com o anúncio de mobilização e possível paralisação dos serviços por parte dos médicos das UPAs Dr. Ismar Gatto (Jacintinho) e Galba Novaes (Tabuleiro). Ambas as unidades são estaduais e geridas pela empresa In Saúde, que tem falhado reiteradamente no pagamento integral e em dia dos profissionais.

O drama dos atrasos salariais atingiu um ponto insustentável. Após inúmeras tentativas de negociação, a categoria recebeu, nesta sexta-feira (21/11), apenas metade dos salários referentes aos meses de agosto e setembro.

⚠️ A Dívida Cresce: A In Saúde deve os outros 50% de setembro, a integralidade de outubro e, agora, o mês completo de novembro, cujo prazo de pagamento está prestes a vencer.

Assembleia Decisiva e a Inércia da SESAU

Os médicos se reunirão em assembleia na próxima terça-feira (25/11), às 19h, na sede do Sindicato dos Médicos (Sinmed). O objetivo é tomar uma decisão drástica, mas necessária: a redução imediata do atendimento como forma de protesto.

O cerne do problema, no entanto, reside na falta de compromisso do governo. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), responsável pelos repasses à In Saúde, não apresentou qualquer perspectiva de quitação dos valores em atraso.

A presidente do Sinmed, Sílvia Melo, expressou sua indignação com a postura das autoridades:

"A Sesau não sinaliza com perspectiva de quitação dos repasses atrasados à Insaude, que por sua vez fica pagando de forma fracionada, paliativa... Quem trabalha precisa receber em dia. Já houve tempo demais em silêncio... Se o gestor não prioriza saúde pública, terá que assumir as consequências," desabafou.

👥 A População é a Principal Vítima

A iminente mobilização é um grito de socorro dos profissionais que se sentem desrespeitados, mas quem realmente arca com a inércia do poder público é a população mais vulnerável, que depende exclusivamente dessas unidades de pronto atendimento.

O ato, que visa garantir a dignidade salarial dos médicos, inevitavelmente terá um impacto direto no já sobrecarregado sistema de saúde. A redução dos serviços nas UPAs é o reflexo mais cruel de uma gestão que não prioriza os repasses e empurra a responsabilidade para a ponta do atendimento.

Aguardamos o resultado da assembleia de terça-feira, mas a forte tendência é que o protesto seja deflagrado, forçando o governo a encarar as consequências de sua falta de planejamento e compromisso com a saúde pública.

Qual a sua opinião sobre o atraso nos pagamentos e a possível paralisação dos serviços nas UPAs?