Nem a Chita aguentou, festa tradicional de Paulo Jacinto vira o maior “bazar do voto” de Alagoas
A programação ofereceu
dois dias de festividades com um pacote robusto de atrações musicais, agradando
a todos os gostos — dos shows abertos em praça pública ao saudoso Baile de
Clube no último sábado.
Em conversa com fontes locais, a avaliação é
unânime: a cidade nunca testemunhou tamanha movimentação e assédio de
pré-candidatos aos cargos de governo, Senado, Assembleia Legislativa e Câmara
Federal. Para carimbar a presença na Festa da Chita, a engenharia da
pré-campanha operou em ritmo acelerado dias antes do evento.
"Teve
candidato que, para garantir sua marca no evento, dias antes promoveu um torneio de futebol de X1 com
premiação tentadora de R$ 10 mil. Outros apostaram em sorteios valiosos no Mês
das Mães com brindes de eletrodomésticos e até motos", revelou um morador
sob reserva.
O "forasteiro" e as articulações para a Prefeitura
A farra eleitoral antecipada não se resume apenas
às disputas estaduais. No plano municipal, diz a nossa fonte, o clima esquentou
com a presença ostensiva de nomes externos na política paulojacintense.
É o caso da figura conhecida
na região como Chico da Areia,
rotulado na cidade como "forasteiro", que vem jogando pesado para
emplacar sua imagem. Apoiado e impulsionado pelo calor e prestígio do deputado
Antônio Albuquerque, a estratégia do grupo é clara: pavimentar o nome de Chico
para ser lançado como candidato a prefeito na próxima eleição municipal.
O patrimônio cultural sob a sombra dos
palanques
O Baile da Chita —
nascido em 1951 com o nobre propósito socioeconômico de angariar fundos para a
emancipação de Paulo Jacinto — carrega o título de Patrimônio Cultural
Imaterial de Alagoas.
