Outono aumenta incidência de doenças respiratórias; saiba como evitá-las

Outono aumenta incidência de doenças respiratórias; saiba como evitá-las
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Pneumologista explica como amenizar os sintomas em quadros leves de gripes e resfriados, e quando é necessário procurar o atendimento médico presencial em um serviço de saúde

Uso de máscara e higienização das mãos com álcool gel pode evitar as infecções

PEXELS

Tosse seca, coriza, narinas ressecadas… Esses são alguns dos sintomas de que as pessoas reclamam com a chegada do outono, época do ano em que as temperaturas começam a cair e o clima fica mais seco, o que favorece a proliferação de vírus respiratórios e aumenta o risco de contaminação e a incidência de doenças como gripes e resfriados.

O pneumologista Gustavo Prado, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, explica que, além das doenças infecciosas, também pode ocorrer um aumento de pneumonia causada por agentes virais e crises de doenças respiratórias crônicas, como a asma.

“Embora na maior parte das vezes as pneumonias sejam causadas por bactéria, pelo menos 30% delas são por vírus. Os principais gatilhos para crises de asma, por exemplo, são a infecção viral e a poluição atmosférica, e por conta do tempo seco nessa época do ano normalmente há uma concentração maior de poluentes, causando uma incidência maior de crises e algumas delas podem precisar de intervenção médica ou hospitalar”, afirma o médico.

A doença pulmonar obstrutiva crônica, um conjunto de condições respiratórias anteriormente chamadas de bronquite crônica do fumante e de enfisema pulmonar, também costuma se agravar nessa época, segundo o especialista.

“A redução da temperatura e a permanência mais prolongada das pessoas em ambientes fechados favorecem a transmissão e o contágio dos vírus, por isso vemos um aumento tanto de doenças infecciosas como de doenças inflamatórias, que podem ter suas crises provocadas por uma infecção respiratória”, destaca Prado.

Sintomas e como tratá-los

O especialista destaca que diversos vírus respiratórios, desde o influenza ao próprio coronavírus, podem provocar um conjunto de sintomas muito parecidos, como congestão nasal, secreção nasal, desconforto na garganta, tosse, espirro, dor de cabeça e febre.

Nesses casos, a estratégia de tratamento para os sintomas pode ser dividida em dois grupos: para aquelas pessoas que não têm nenhuma doença respiratória crônica e para aquelas que têm.

Para o primeiro grupo, sintomas mais leves como dor no corpo, dor de cabeça, febre por menos de três dias podem ser tratados com analgésicos e antitérmicos, além do soro fisiológico nasal para a lavagem do nariz.

SAÚDE | Do R7