Quilombolas de Santa Luzia do Norte são assistidos durante ação promovida pelo TJ/AL

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Quilombolas de Santa Luzia do Norte são assistidos durante ação promovida pelo TJ/AL
O prefeito Francis Correia, que acompanhou a abertura dos trabalhos ao lado do presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), desembargador Fábio Bittencourt, enfatizou o impacto social da iniciativa

A história de Alagoas é indissociável da luta quilombola, e em Santa Luzia do Norte, essa herança de resistência ganhou um capítulo fundamental de fortalecimento institucional. Nesta sexta-feira, 13, a Comunidade Quilombola do município foi o epicentro do projeto Justiça dos Povos Vulneráveis, uma iniciativa estratégica do Poder Judiciário de Alagoas em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social.

O evento não foi apenas um mutirão de serviços, mas um ato de afirmação de direitos para uma população que, historicamente, enfrenta barreiras no acesso ao Estado.

A ação descentralizou serviços essenciais, levando estrutura jurídica e social diretamente para dentro da comunidade. Entre os principais atendimentos realizados, destacam-se:

Identidade e Pertencimento: Emissão exclusiva de RG para a população quilombola, um passo crucial para o reconhecimento oficial e acesso a políticas públicas específicas.

Acesso à Justiça: Orientações e encaminhamentos em ações cíveis e judiciais, simplificando processos que muitas vezes parecem distantes da realidade local.

Saúde e Bem-Estar: Serviços de saúde e assistência social abertos a toda a população, promovendo um dia de cuidado integral.

O prefeito Francis Correia, que acompanhou a abertura dos trabalhos ao lado do presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), desembargador Fábio Bittencourt, enfatizou o impacto social da iniciativa.

"Esta é uma ação que fortalece direitos e valoriza a nossa história. O nosso objetivo é aproximar os serviços públicos de quem mais precisa, garantindo que a justiça chegue de forma efetiva ao povo de Santa Luzia do Norte", afirmou o gestor.

A presença das autoridades máximas do município e do Judiciário estadual reforça o compromisso com a dignidade humana e o cumprimento de metas de inclusão social. Para a comunidade, a ação representa a quebra de ciclos de invisibilidade, transformando a resistência ancestral em direitos garantidos no presente.