Um mês após inauguração, ressaca do mar destrói parte da Praça de Eventos em Porto de Pedras

Palmeira dos Indios - Saúde
Um mês após inauguração, ressaca do mar destrói parte da Praça de Eventos em Porto de Pedras
Allan de Jesus informou que os trabalhos de avaliação continuarão ao longo dos próximos dias para que as obras de recuperação comecem o mais rápido possível

O rastro de destruição provocado pelos ventos fortes e pela agitação marítima na última quarta-feira não se limitou à orla de Maceió e à Praia do Francês. No Litoral Norte do Estado, a pacata e turística cidade de Porto de Pedras, localizada a 110 km da capital alagoana, também sofreu as consequências do avanço implacável do mar.

O principal alvo da força das águas foi a Praça de Eventos, localizada no centro da cidade. O episódio gerou grande comoção e acendeu um alerta vermelho na região, principalmente pelo fato de o espaço público ter sido inaugurada há exatamente um mês. Moradores foram pegos de surpresa com a violência da ressaca durante a noite e o amanhecer. Parte da estrutura da praça cedeu sob o impacto das ondas.

Na manhã desta quinta-feira (16), o prefeito Allan de Jesus (MDB) esteve no local junto à equipe técnica da empresa responsável pela obra para avaliar a extensão dos estragos. O foco agora é desenhar um plano emergencial que una a reconstrução do espaço a barreiras eficazes de contenção.

"A força da natureza nos surpreendeu. Estamos aqui desde cedo com os engenheiros para entender a magnitude dos danos e planejar não apenas a reconstrução, mas uma estrutura de contenção que garanta a segurança da nossa orla e dos moradores", destacou o prefeito.

 

O alerta dos especialistas: Erosão e Marés de Sizígia

O incidente em Porto de Pedras não é um caso isolado, mas parte de um problema crônico que afeta diversos municípios do litoral alagoano: a erosão costeira. Especialistas da área ambiental alertam que o avanço do mar tem se tornado cada vez mais agressivo. Diante disso, eles reforçam a necessidade de critérios rigorosos na hora de projetar intervenções na linha de costa.

Estudos de Impacto: Obras litorâneas exigem análises profundas sobre a dinâmica das correntes e ventos locais. Marés de Sizígia: As chamadas "marés cheias extremas", que ocorrem durante as fases de lua nova e cheia, precisam ser o ponto de partida para o cálculo de resistência de qualquer estrutura costeira. Mudanças Climáticas: O aumento da frequência de eventos climáticos extremos exige que a engenharia pública se adapte com urgência.